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05 Ago

Arco elétrico, o que é? Como é formado?

Postado por Sammuel Miranda 0 comentário(s)

Faísca elétrica de alta tensão, arco elétrico

O arco elétrico é, conhecido também como arco voltaico, o resultado de uma circulação de corrente elétrica entre dois pontos pelo curto-circuito (intermitente ou consolidado). Para que esse fenômeno aconteça, é necessário que haja dois eletrodos condutivos, ou seja, dois pontos com diferença de potencial e, entre eles, um gás ou isolante que sofre uma ruptura dielétrica capaz de romper a isolação feita pelo ar, produzindo uma descarga.

Assim, o tipo de material isolante, gás condutor, diferença de potencial entre os dois pontos e a pressão do local são fatores que determinam as características dos arcos elétricos, em outras palavras influenciam no seu fluxo de corrente, intensidade e temperatura.

Essa quantidade de energia difundida na forma de luz e calor, em alguns casos, podem ter sua aplicabilidade projetada, sendo bastante importante para processos que fazem o uso do arco elétrico, por exemplo em equipamentos elétricos como alguns tipos de lâmpadas, máquinas de soldagem, forno de arco voltaico, velas de ignição, entre muitos outros. Portanto, generalizar de que o arco elétrico é sempre prejudicial, não é uma verdade.

O arco elétrico pode gerar um calor tão intenso que atinge até 20.000 °C, temperatura superior à suportada por qualquer material conhecido. Essa descarga elétrica representa um grande perigo para a vida das pessoas, graves ferimentos ou até mortes. Além disso, pode causar danos irreparáveis em máquinas, equipamentos e meio ambiente, trazendo prejuízos econômicos e responsabilização socioambiental.

Os riscos do arco elétrico

Dentre os diversos riscos oferecidos pela energia elétrica, o arco elétrico destaca-se como um dos mais perigosos aos trabalhadores. Pois, em função da grande quantidade de energia liberada e das altas temperaturas geradas por esse fenômeno, os trabalhadores podem sofrer queimaduras graves ou até risco de morte.

As vestimentas de proteção têm sido uma boa maneira de minimizar os efeitos do arco elétrico nos trabalhadores em serviços de eletricidade. No entanto, para atuações em áreas de elevado risco, o nível de proteção dos EPIs não é suficiente para proteger a vida dessas pessoas.

Também, os efeitos do arco elétrico são ainda mais amplos, uma vez que são gerados vapores metálicos tóxicos, projeção de metal fundido, luz intensa e uma onda de pressão.

As falhas que originam um arco elétrico estão associadas, na maior parte dos casos, a curto-circuitos fase-terra, que podem evoluir repentinamente para um curto-circuito trifásico.

Os exemplos mais comuns que causam essas falhas são: queda de ferramentas, contato acidental da equipe de manutenção, acúmulo de corrosão ou poeira nos condutores, isolantes e presença de pragas, como ratos ou cobras, que entram em contato com condutores energizados. Podendo produzir calor intenso, explosões, ondas de pressão e outros efeitos.

Por esse motivo, o comportamento de um arco elétrico em um sistema trifásico pode ser considerado caótico, pois também envolve uma rápida e irregular mudança na geometria do arco elétrico devido aos jatos de plasma e às forças eletromagnéticas.

Por liberar uma grande quantidade de energia em um curto espaço de tempo, o arco elétrico passou a ser considerado um dos principais riscos envolvendo eletricidade, podendo causar destruição total dos painéis elétricos, impactar a receita da empresa e levar trabalhadores a óbito.

Com relação à luz emitida, o espectro de frequências do arco elétrico inclui radiação de raios ultravioletas, podendo causar danos à retina ocular de um ser humano.

Como evitar arco elétrico e recomendações NR-10

A norma regulamentadora NR-10, Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade, apresenta um conjunto de medidas que se colocadas em prática reduzem a possibilidade de um trabalhador sofrer as consequências de um arco elétrico. Da desenergização do painel a utilização de EPCs e EPIs, medidas de proteção coletivas e individuais, auxiliam para evitar que um arco elétrico aconteça, ou acontecendo minimizar as suas consequências.

Entre as medidas existentes estão os sistemas de proteção contra arco voltaico através de sensores que detectam ultravioleta. Esses sistemas são capazes de abrir os disjuntores e seccionadores do circuito logo após a identificação do arco elétrico.

A radiação ultravioleta começa a ser liberada durante o processo de ionização do ar, uma fase antes da corrente elétrica se tornar intensa e visível. Ela se propaga no estágio inicial do arco voltaico, portanto, detectar esta radiação numa fase inicial de forma ultrarrápida seccionando o circuito, quando ainda não há fluxo intenso de corrente elétrica, não evita que o arco aconteça, mas minimiza drasticamente os seus efeitos. Seja protegendo pessoas, preservando instalações elétricas, subestações ou o que mais estiver ao seu entorno.

Com base nesta premissa, a Varixx apresenta seu detector de arco voltaico através da radiação ultravioleta. Zyggot Arco dispensa a necessidade de leitura de corrente elétrica para confirmar o evento de arco voltaico, uma vez que se ocorre elevação abrupta de ultravioleta, existe um processo de consolidação de um arco voltaico.

Em função disso, as inovações da linha Zyggot da Varixx são consideradas as melhores do mercado, em razão de aumentar a segurança, minimizar danos em equipamentos e prevenir a vida dos profissionais. A Varixx é a empresa líder no desenvolvimento de dispositivos de proteção contra arco elétrico, possuindo uma completa linha de soluções incluindo relés de monitoramento, sensores inteligentes e fontes de alimentação.

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